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Acaba briga por palácio onde viveu princesa e governador recebeu propina

Chegou ao fim o processo considerado o mais antigo do Brasil: a disputa da Princesa Isabel pela posse do Palácio Guanabara, atual sede do governo do Rio de Janeiro. A briga processual durou 125 anos.

Como a princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon-Duas Sicílias e Bragança morreu em 1921, há 99 anos, o processo foi levado à frente pelos herdeiros.

A ação estava no STF (Supremo Tribunal Federal) e foi encerrada em 28 de agosto deste ano, quando transitou em julgado. Foi mantida a decisão de que o palácio pertence à União.

De acordo com o Estadão, ao longo de 125 anos de tramitação, o caso teve diversas decisões e reviravoltas judiciais, incluindo a reabertura da discussão após o processo ter sido encerrado na década de 1960.

O palácio foi erguido em 1853 por comerciante português, que acabou indo à falência e o imóvel foi leiloado à época do casamento da princesa com Luís Felipe Gastão de Orleans, o conde D’Eu.  A Câmara dos Deputados comprou e presenteou o casal, que viveu lá até 1899, quando foi proclamada a República e o patrimônio transferido para a União.

Epicentro da política, o Palácio Guanabara foi residência de presidentes e, na história recente, o imóvel centenário testemunhou o pagamento de propina, conforme revelado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

O jardim do Palácio Guanabara foi idealizado pelo paisagista francês Paul Villon, no começo do século 20, e se mantém intacto até hoje. No local, está o chafariz de Netuno, pequeno lago com a estátua do deus da mitologia romana que foi desenvolvida pela Fundição Val d’Osne, mais importante fundação do século 19, localizada na França.

O jardim também é adornado por alamedas de palmeiras imperiais, plantadas a pedido da Princesa Isabel.

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